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Apresentação

Brasão

Dois cachos de uvas de ouro, folheados de prata, alusivos às muitas vinhas existêntes na região e a evocar uma das principais fontes de riqueza da Freguesia. Agnus Dei de Prata, com lábaro, a evocar o orago da freguesia, S. João, aqui lembrado por um dos seus símbolos.
Um monte de três comoros de ouro, evocativos dos montes da Freguesia, estes ao serem de ouro pretendem também evocar a produção de cereais, mais precisamente o trigo.
O Agnus Dei e o monte de três comoros, evocam também o nome da Freguesia, ou seja "SÃO JOÃO DOS MONTES".
Escudo vermelho, em alusão à interligação com o Município.
Coroa mural de prata de três torres, conforme está determinado para as Freguesias com sede em povoação simples.

Bandeira esquartelada de branco e vermelho, conforme determinação da Comissão de Heráldica nos termos da Lei n.º 53/91. O branco corresponde à prata das peças e o vermelho corresponde ao vermelho do escudo. Cordão e borlas de prata e vermelho.
Os presentes símbolos foram aprovados em sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de 28 de Abril de 1998, após parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, emitido em 16 de Fevereiro de 1998.
Os mesmos foram publicados no Diário da Républica, nº115, de 19 de Maio de 1998 III Série. Encontram-se registrados na Direcção-Geral da Administração Autárquica com o nº 70 de 23 de Junho de 1998.
Os símbolos heráldicos são da autoria de Eduardo Jorge Lourenço Brito.

Quinta Municipal de Subserra

Fundada em 1633 por Diogo da Veiga, este local reveste-se de grande interesse pelos seus jardins geometrizados com um traçado característico do séc. XVIII e ao edifício apalaçado.

No século XIX era a Quinta de Subserra ponto de encontro da alta nobreza. Destaca-se ainda a capela de São José com azulejos seiscentistas.

O local de Subserra atraiu, ao longo de séculos, a fixação de várias familias fidalgas e a construção de inúmeras quinta, explicadas quer pela frescura do sitio, quer pela qualidade das suas águas e ares.

A fundação desta quinta está ligada ao Capitão D. Diogo da Veiga, rico homem regressado da India, que fundou o morgado de Subserra, e em 1633 criou a capela de S. José dando início à hoje chamada "Quinta de Subserra". A protecção da quinta foi continuada por uma filha de D. Diogo, D. Bárbara de Vasconcelos e por um sobrinho desta, D. João Roxas Azevedo, que mandou reformar a Capela da Quinta de Subserra. a este ultimo se deve a ecomenda do quadro "Desposórios da Virgem" de Bento Coelho da Silveira (1620-1708) para a capela privada, assim como o seu túmulo e de sua mulher, D. Maria Josepha de Contreiras.

1821 - A quinta pertence a D. Isabel de Lemos e Roxas, casada em segundas núpcias com Manuel Inácio Martins Pamplona, que reedificam a capela e o palácio.

Século XIX - Até ao final do século é o tempo das Marquesas de Bemposta e Subserra D. Maria Mância de Lemos Roxas Carvalho Teixeira Valnia (1804-1881) e D. Maria Isabel de Lemos Roxas Saint-Léger (1841-1920).

1980 - A quinta de Subserra é adquirida pela Camara Municipal de Vila Franca de Xira. Tem início a reutilização da Quinta, com fins sociais, recreativos, desportivos e agricolas.

Ermida de São Romão

Situada no alto do pequeno lugar de S. Romão, num dos extremos do Concelho implantada numa elevação sobranceira a terras férteis, a fundação do local é muito antiga tendo existido um aglomerado já no tempo dos romanos, como testemunha existe uma lápide funerária hoje implantada sobre a porta da Ermida. A memória do sítio reavivava-se com lendas, como a dos cavaleiros que se teriam dessedentado numa pequena fonte existente junto à povoação e que em acção de graças teriam patrocinado a construção da Ermida.

Todo o conjunto é fortemente marcado pela traça do século XVII: igreja de uma só nave, com entrada antecedida por galilé. No interior, um esplêndido arco triunfal, ladeado por dois altares, marca a orientação de nave perante um altar-mor com um retábulo de talha pobre. O que porém mais notabiliza o pequeno templo são os ricos painéis de azulejo de tapete que forram todo o interior da nave e fazem desta ermida o mais formoso exemplo de arquitectura religiosa rural de todo Concelho.

Quinta do Bulhaco

Propriedade rural de fundação muito antiga, provavelmente medieval. O primeiro proprietário teria sido Fernando de Bulhões, irmão de Santo António de Lisboa.

O edifício central da Quinta é um dos mais notáveis exemplos de arquitectura solarenga do Concelho de Vila Franca de Xira, apresentando-se hoje na traça pujante que lhe foi conferida pelas remodelações do século XVIII, com uma bela torre central cujo pináculo é exteriormente forrado com uma feliz composição de azulejos. O conjunto edificado organiza-se em torno de um pátio onde desembocam os acessos à residência e às instalações de apoio às actividades do lugar. A quinta integra ainda um moinho de água e azenha, que constitui o último exemplar ainda em razoável estado de conservação em todo o Concelho.

Igreja Matriz de São João dos Montes

Não se sabe quem foi o fundador, presumindo-se que que tenha sido fundada em 1320, ao mesmo tempo que a Quinta e Morgado dos Bulhões, por Fernando de Bulhões.

Consagra São João Baptista. Devem ser realçadas, no interior, de uma só nave, algumas imagens sagradas de grande interesse, bem como o altar.

Linhas de Fortificação da Capital - Linhas de Torres Vedras

Na montanha de Á-de-Formoso do lado Sul, há imensos vestígios das antigas e célebres linhas, que têm início na cripta do monte junto em Alhandra, no forte. É interessantíssimo percorre-los pelo panorama deslumbrante que ali se disfruta.

Moinhos de Vento

Existem vários espalhados por toda a Freguesia, a grande maioria em ruínas, no entanto destacam-se o da Serra, o do Rato em Trancoso e na Serra de Á-de-Formoso ainda em funcionamento.